O que é?

O registro é um documento oficial, que identifica o animal, sua procedência e assegura a evolução genética dos rebanhos.
Através do registro o criador tem oportunidade de conhecer a genealogia do animal (pais, avós e bisavós), num acompanhamento contínuo de sua criação. Além da genealogia do animal, o criador encontra dados de conformação (tipo), produção de leite e os destaques.
Este serviço é executado pela AGCBRH, subdelegada do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento-MAPA, para emissão destes documentos no Estado de Goiás, com reconhecimento nacional.

Por que registrar?

O criador que registra seus animais agrega valor econômico e genético ao seu rebanho. Passa a ter o reconhecimento de seus animais na raça, garantia de comercialização que os animais possuem origem e procedências comprovadas. Assegurando o bem patrimonial do rebanho.

Vantagens:
  • Identificação oficial dos animais;
  • Valorização econômica;
  • Informações e dados (produção e tipo) fundamentais para realização de acasalamento, associada à genealogia do animal;
  • Documento oficial que comprova aptidão leiteira, para obtenção de financiamentos junto a instituições bancárias;
  • Permite controle da consanguinidade do seu rebanho;
  • Permite e seleção dos animais superiores em produção e conformação (tipo) para melhoria do rebanho, associada a genealogia do animal;
  • Documento obrigatório para participação em exposições oficiais da raça;
  • Possibilidade de evoluir a descendência de seus animais Puros de Origem (PO);
  • Isenção de imposto (ICMS) nas comercializações interestaduais.

Como Registrar animais?

O criador interessado em registrar seus animais, deverá entrar em contato com a AGCBRH e solicitar a visita de um técnico, que irá até sua propriedade para uma avaliação e orientações.
Se você adquiriu animais que já possuem registro, entre em contato conosco que teremos prazer em atende-lo.

Tipos de Registro

Registro de PO

Fêmeas e Machos PO = Puro de  Origem e seus descendentes, sem inspeção, exigindo-se as comunicações de coberturas e de nascimentos.

Registro de PCOC

PCOC = Puro por Cruzamento de Origem Conhecida

Origem Subseqüente ao grau de sangue 31/32 sem inspeção, exigindo-se as comunicações de coberturas e de nascimentos, dando origem aos  graus de sangue GC/1  63/64 ), GC/2 (127/128) … ,  GC/n.

Registro de PCOD

Fêmeas PCOD = Puro por Cruza de Origem Desconhecida.
Registro por avaliação ou inspeção zootécnica para enquadrar no padrão racial de holandês com grau de sangue 31 / 32 ( 96,8 %).

É VETADO aos machos este tipo de registro.

Registro de Fêmea Mestiça

Fêmeas com Grau de Sangue inferior a 96,8% de Holandês, só podem ser registradas desde que obedeçam ao padrão de pelagem da raça holandesa.
• 3 / 4   ( 75%)
• 7 / 8   ( 87,5%)
• 15 / 16   ( 93,7%)

É VETADO aos machos este tipo de registro.

Como Ler um Pedigree Oficial

pedigree

O certificado de registro genealógico acompanhado da genealogia, traz informações de produção, reprodução e teste de progênie dos touros e de seus descendentes. Quanto mais informações, melhores decisões podem ser tomadas nos futuros acasalamentos. Portanto é fundamental que os criadores saibam interpretar as informações e valorizar seus animais, na hora da comercialização, pela genealogia e confiança das informações. Já ouvimos muitas vezes de compradores que papel não dá leite! Enganam-se estas pessoas, ou simplesmente, querem depreciar o valor genético de nossos animais. Veja a seguir como interpretamos o potencial genético, reprodutivo e produtivo de nosso rebanho:

CABEÇALHO

Linha 1 – PIONEIRA DO SUL GENOVA BARCELONA: Nome do animal e data da emissão da genealogia.

Linha 2 – Número de registro no livro da raça : HBB/B-338026 (Herd Book Brasileiro), data de nascimento e sexo.

Linha 3 – Composição racial ou Grau de sangue PO (Puro de Origem) ou PCOC (Puro Por Cruzamento de Origem Conhecida), variedade preto e branco ou vermelho e branco e a última classificação (MB89).

Linha 4 – GENI DE FATIMA CAUS : Nome do criador, a cidade e o estado.

Linha 5 – MAURO ANTONIO COSTA DE ARAÚJO : Nome do proprietário que pode ser o mesmo criador ou se animal comprado e transferido, aparece o nome do proprietário atual, cidade e estado.

Linha 6 a 11 – Neste espaço aparecem as premiações em exposições e recordes de produção, sempre que atualizados ou quando emitida nova genealogia a pedido do criador.

Linha 12 – Traz as informações das lactações reais e encerradas em 305 e 365 dias. Sua primeira lactação foi com 2 anos e 06 meses em 2 ordenhas e 365 dias de leite produzindo 13.163 kg de leite, 473 kg de gordura com 3,6%, 375 kg de proteína com 2,8% e LM, que significa Livro de Mérito, quando obtém produção de leite e gordura mínima de acordo com a tabela de produção da raça vigente.

Linha 17 – Traz a longevidade em 3 lactações em 1.279 dias de leite, com produção 45.811 kg de leite, 1.621 kg de gordura e 1.308 kg de proteína.

PRIMEIRA COLUNA – PAIS

Linha 18 – BRAEDALE BARCELONA: Pai do animal.
Linha 19 – Foi classificado MUITO BOM 85 pontos, sendo a última classificação em 1997. Número de registro nacional HBB/A-96283.

Linha 20 – Touro SUPERIOR EM TIPO em janeiro 1997, ou seja, possui uma prova alta para tipo.

Linha 21 – DP significa diferença prevista + 576 kg de leite, -1,0 KG de gordura e + 2,0 KG de proteína, com 92% de confiança. Informação obtida do WHO IS WHO de JANEIRO/2000.

Linha 22 – Facilidade de parto 86% significa que as filhas deste touro tiveram 14% de partos difíceis. A média no Canadá para facilidade de parto é de 85%. Touros abaixo da média, transmitem bezerros grandes, e não devem ser usados em novilhas. Velocidade de ordenha 70% indica que a ordenha de suas filhas é lenta, a média da raça no Canadá é de 85% e número inferior à média indica dificuldade de ordenha.

Linha 23 – DPT significa diferença prevista para tipo igual a 13 (varia de –15 a +15), foram classificadas 66 filhas com 86% de confiança. TL significa livre de BLAD (Bovine Leucocyte Adhesion Deficiency) deficiência de uma proteína que se adere ao leucócito, e deixa o animal sem imunidade, quando portador, os bezerros apresentam síndrome clínica com febre, diarréia e pneumonia e morte em aproximadamente 3 dias.

Linha 24 – PIONEIRA DO SUL VICENZA KVV : Nome da mãe.

Linha 25 – A mãe foi classificada Muito Boa 87 pontos aos 4 anos e 10 meses em 2004. Número de registro HBB/B-338025.

Linha 28 – Aos 4 anos e 8 meses em 2 ordenhas e 305 dias de lactação, produziu 10.742 kg de leite, 337 kg de gordura com 3,1% e 306 kg de proteína com 2,8% e obteve LE que significa Livro de Escol com lactação em LM (Livro de Mérito) e intervalo de partos menor que 427 dias.
Portanto lactações que apresentam mérito produtivo e reprodutivo com longevidade.

SEGUNDA COLUNA – AVÓS

AVÔ PATERNO

Linha 1 – TO-MAR BLACKSTAR – ET : Nome do avô paterno. ET significa produto de transferência de embrião.

Linha 2 – Foi classificado, EX93 pontos na última classificação em 1993. Número de registro HBB/A-52603.

Linha 3 – Recebeu prêmio medalha de ouro em janeiro de 1996.

Linha 4 – DP significa diferença prevista de 442 kg de leite, 6 kg de gordura e 9 kg de proteína com 99% de confiança. Informações obtidas no WHO IS WHO (Livro canadense de Touros) de janeiro de 2003.

AVÓ MATERNA

Linha 1 – DELAPI ELIJAH DA PIONEIRA DO SUL : Avó materna.

Linha 2 – Foi classificada Muito Boa 87 pontos. Número de registro HB/BR-1007687.

Linha 3 – Aos 3 anos e 1 meses em 2 ordenhas e 334 dias em leite produziu 10.872 kg de leite, 283 kg de gordura com 2,6% e 331 kg de proteína com 3,0% e obteve LE (Livro de Escol).

Linha 8 – Traz a longevidade em 9 lactações em 3.226 dias de leite, com produção 101.574 kg de leite, 3.025 kg de gordura e 2.963 kg de proteína.

TERCEIRA COLUNA – BISAVÓS

BISAVÓ MATERNA

Linha 1 – TESSALIA DA GR.PIONEIRA DO SUL : Bisavó materna.

Linha 2 – Número de registro HB/BR-969318

Evolução de PC para PO

Há 2 métodos possíveis para evoluir seu animal de PC para PO, abaixo descrevemos o que é necessário para tal:

evolucao

OPÇÃO 1:

Classificar mãe e filha (candidata a PO), sendo que a filha deve possuir no mínimo grau de sangue GC-3. As duas devem estar em controle leiteiro oficial; não é necessário ter Livro de Mérito (LM) e nem mínimo de pontos na classificação.


OPÇÃO 2:

A fêmea PC candidata deve possuir no mínino grau de sangue GC-3, possuir o título de Livro de Mérito (LM), ter classificação para tipo e ter obtido no mínimo de 78 pontos, até 42 meses de idade no dia da classificação ou, no mínimo de 80 pontos, quando tiverem mais de 42 meses de idade no dia da classificação.
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